Formados apenas há cerca de dois anos, os portugueses Asfixia
estreiam-se em 2012 com o seu primeiro álbum intitulado Basta, um trabalho que conjuga de forma surpreendente a atitude do punk e a acidez corrosiva do rock. O baterista Jonhie respondeu a Via
Nocturna e falou da vontade de fazer crescer este novo nome do panorama
nacional.
Olá, viva! Obrigado por
acederem a responder a Via Nocturna. Falem-me deste novo projeto: de onde surgiu
a ideia dos Asfixia?
Olá boas!
Desde já muito obrigado pela entrevista... Os Asfixia surgiram derivado à
amizade de longa data entre mim e o Rui Rocker. A ideia já tinha sido posta em
cima da mesa várias vezes, mas devido a compromissos com outros projetos não
tínhamos o tempo necessário. Um dia decidimos passar da teoria à prática,
arranjamos mais malta que se identificava com o projeto e rapidamente surgiram
ideias.
Todos vocês têm um passado
com bastante experiência. De que forma os Asfixia vos motivou como projeto?
Ora bem,
todos nós realmente já passámos por alguns projetos... Mas este, deste o início
que foi bem pensado, sabíamos bem o que queríamos e as ideias não faltaram!
Tentámos sobretudo não cair em alguns erros do passado.
Este é um novo coletivo ou
apenas um projeto paralelo dos seus membros?
É
assumidamente um coletivo com pernas para andar!
Quanto a Basta, temos aqui um verdadeiro assalto
de punk rock. Como vêm o resultado
final?
Olha o
resultado surpreendeu-nos! Não porque esteja aqui uma mega produção, mas
porque a ideia inicial era ir a estúdio gravar uns temas para ter algo para
mostrar (quase uma maquete), mas ao longo da gravação e mistura acabamos por
ficar contentes com o que saiu dali e seguimos para um disco.
Um dos vossos clássicos, a cover de Peste & Sida, A Verdadeira História de Alcides Pinto,
não foi incluído no álbum. Pelo que me pude aperceber é um tema querido dos
vossos fans, por isso pergunto porque não fez parte do alinhamento?
Não fez parte
do alinhamento porque era um tema exclusivo para aquele tributo, só isso! De
qualquer forma fazemos questão em toca-la ao vivo...
Como foi o tempo passado em
estúdio?
Deu para
curtir e fazer algumas brincadeiras, mas mesmo não parecendo, este álbum
captou-se em cinco dias.... não tivemos muito tempo para curtir, foi trabalho
intensivo.
Como está a ser a
apresentação de Basta ao vivo?
Olha, vamos
começar neste mês de setembro com alguns concertos por todo o país, só te posso
responder a esta questão no final do ano (risos).
Projetos para os próximos
tempos…
De futuro
queremos promover bem este disco e para o ano compor uns temas para uma edição
em vinil ou talvez um split.
A terminar, querem
acrescentar algo ao que já foi dito…
Quero só
agradecer a quem acredita no projeto desde princípio e quem nos ajuda nesta
ainda pequena vida dos ASFIXIA.


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